HomeColunasCuidar de VocêHábitos simples reduzem risco de viroses e infecções alimentares no verão 

Hábitos simples reduzem risco de viroses e infecções alimentares no verão 

Infectologista da Unimed Curitiba aponta que cuidados com a água e higiene ajudam na prevenção  

Com a chegada dos dias mais quentes, é comum aumentarem os casos de viroses e doenças gastrointestinais. O calor favorece a proliferação de microrganismos em alimentos e superfícies e a maior circulação de pessoas em praias, lanchonetes, quiosques e ambientes externos aumenta o risco de contaminação por vírus.  

“O termo virose virou sinônimo de gastroenterocolites agudas, que muitos médicos abreviam como GECA, ou seja, casos de vômitos e diarreias agudas. O termo não é adequado, pois há diversas outras viroses: dengue, zika, COVID-19 e gripe, por exemplo, que são doenças causadas por vírus. Já a GECA pode ser causada por vírus, mas também pode ser resultado de intoxicações alimentares, bactérias ou intolerâncias”, explica Jaime Rocha, infectologista e médico cooperado da Unimed Curitiba.  

Viroses e intoxicações 

Quadros de intoxicação alimentar podem provocar sintomas semelhantes aos das viroses e são especialmente frequentes no verão, quando se torna mais difícil manter a refrigeração adequada de alimentos perecíveis, como peixes, frutos do mar, maioneses e saladas. 

Tanto viroses quanto parasitas e intoxicações alimentares por bactérias podem desencadear gastroenterocolite aguda, caracterizada por sintomas como diarreia, enjoo, vômitos, náuseas, mal-estar, febre e em alguns casos sinais de desidratação.  

O aumento do calor e das chuvas, típicos dessa época, favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, chikungunya e zika. Nesses casos, os sintomas também são distintos e o ideal é procurar um médico para estabelecer o diagnóstico. De modo mais simples, o especialista explica que a dengue é conhecida pela febre alta e dor atrás dos olhos. Na zika a febre é baixa e há coceira e manchas intensas na pele. Já a chikungunya se destaca por febre alta e dores e inchaço nas articulações.  

Ainda que mais frequentes no inverno, viroses respiratórias como gripe e COVID-19 também podem surgir. Nesses casos, as doenças podem causar otites, rinite, laringite, amigdalites e pneumonia viral. E os sintomas são muitas vezes respiratórios e causam febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e no corpo, mal-estar, dor de garganta, tosse seca e fraqueza.  

Cuidados 

A prevenção depende de cuidados simples e conhecidos, mas muitas vezes negligenciados no verão. Lavar as mãos com água e sabão antes de manipular alimentos, higienizá-las antes das refeições, evitar água e comida de procedência incerta e manter alimentos perecíveis refrigerados são medidas fundamentais para evitar tanto gastroenterocolites quanto infecções virais. A água contaminada pode causar outras doenças como hepatite, leptospirose e giardíase. 

Também é recomendável ficar atento aos prazos de validade dos alimentos, priorizar alimentos bem cozidos, evitar preparações cruas, higienizar as mãos com álcool quando não houver acesso imediato a água e sabão e utilizar água mineral para lavar utensílios e frutas sempre que possível. 

“Hidratar-se de maneira adequada, manter o calendário vacinal atualizado e priorizar uma alimentação leve também são formas de se prevenir contra essas doenças típicas do calor”, defende o médico.  Em caso de sintomas, procure um médico para diagnóstico e tratamento.

MAIS LIDAS

ÚLTIMAS