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O maior desafio de Pimentel é humano e está nas ruas

O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, vem se debruçando sobre um dos problemas sociais mais complexos e dolorosos da atualidade: a situação das pessoas em situação de rua. Ao lado de equipes da assistência social, do setor jurídico e da comunicação, o prefeito estuda e prepara uma série de ações voltadas ao acolhimento, ao atendimento e à redução desse quadro na capital.

Pimentel reconhece que não se trata de um desafio simples. A população em situação de rua é uma realidade presente em grandes cidades do mundo inteiro e exige sensibilidade, responsabilidade e decisões difíceis. Ainda assim, segundo ele, é necessário agir.

“Precisamos enfrentar o problema e reduzir o número de pessoas que hoje perambulam pelas ruas de Curitiba”, afirma.

Atualmente, a região central da capital paranaense concentra um número expressivo dessas pessoas. Apesar do trabalho contínuo da Fundação de Ação Social, que oferece apoio e serviços, a percepção é de que o contingente cresce a cada dia, revelando a urgência de medidas mais eficazes e integradas.

O prefeito tem consciência dos obstáculos, especialmente no que diz respeito às limitações legais e às atuações do Ministério Público na defesa dessa população. Mesmo diante dessas dificuldades, Pimentel entende que a omissão não é uma opção e que será preciso encontrar caminhos que conciliem amparo social, dignidade humana e o direito da cidade de funcionar de forma segura e organizada para todos.

Curitiba e o desafio humano das ruas

Caminhar pelo Centro de Curitiba hoje é, antes de tudo, um exercício de consciência. Em cada esquina, embaixo de marquises ou nas calçadas, estão pessoas que perderam muito mais do que um teto: perderam vínculos, oportunidades e, muitas vezes, a esperança. A população em situação de rua deixou de ser um dado estatístico e passou a ser um retrato diário de uma ferida social que não pode mais ser ignorada.

O prefeito Eduardo Pimentel parece compreender o peso desse desafio. Ao reunir equipes da assistência social, do setor jurídico e da comunicação, sinaliza que o problema exige mais do que ações pontuais — pede coordenação, sensibilidade e coragem política. Não se trata apenas de “retirar pessoas das ruas”, mas de enfrentar uma realidade complexa que envolve dependência química, saúde mental, desemprego e rompimento familiar.

Há entraves legais, há a atuação do Ministério Público na defesa dessas pessoas — legítima e necessária —, mas há também um clamor silencioso da cidade que pede soluções. Não é desumano querer ruas mais seguras, limpas e organizadas. Desumano é fingir que o problema não existe ou empurrá-lo para debaixo do tapete.

O desafio de Eduardo Pimentel será encontrar um caminho que preserve a dignidade humana sem abrir mão da ordem urbana. Uma equação difícil, mas inevitável. Curitiba precisa de políticas públicas que acolham, tratem, reintegrem e, sobretudo, devolvam humanidade a quem hoje sobrevive à margem — e tranquilidade a uma cidade que pede respostas.

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