HomeDESTAQUEEm ofício, Sistema FAEP pede que governo federal desista de novo corte...

Em ofício, Sistema FAEP pede que governo federal desista de novo corte no Seguro Rural

Entidade solicita reversão do bloqueio no orçamento do PSR e mais recursos para o próximo cicloOuça esta matéria

Nesta quarta-feira (10), o Sistema FAEP oficializou junto aos Ministérios da Fazenda (MF) e da Agricultura e Pecuária (Mapa), o pedido de imediata reversão do bloqueio de R$ 461,7 milhões destinados ao Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR), em 2026. No mesmo documento, entidade reforçou a solicitação de ampliação dos recursos para o próximo ciclo.

O orçamento do PSR originalmente aprovado tem recurso de R$ 1,01 bilhão, na Lei Orçamentária Anual de 2026. O valor, segundo análise do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, já é considerado insuficiente diante da crescente demanda do setor agropecuário por instrumentos de gestão de risco.

“Bloquear esses R$ 461,7 milhões é, na prática, cortar quase a metade do valor original, que já era baixo. Isso é inaceitável. O produtor já acumula três temporadas de intempéries climáticas, que geraram prejuízos significativos. Não podemos sofrer mais esse golpe”, diz o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Não podemos deixar que esse bloqueio se concretize. Estamos em um momento complicado, com endividamento alto, preços elevados dos insumos e margens apertadas. Temos que garantir a proteção e segurança financeira do produtor”, complementa.

O Sistema FAEP defende que o orçamento do PSR alcance o patamar de R$ 4 bilhões, conforme proposta já apresentada a ambos os ministérios. Esse seria o valor mínimo para garantir ampliação da cobertura de culturas e regiões, aumento no número de produtores atendidos e maior resiliência e estabilidade à produção agropecuária nacional.

O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural foi criado, exatamente, para proteger a produção agropecuária que, constantemente, está exposta a riscos climáticos, pragas e oscilações de mercado, fatores que podem comprometer a renda dos produtores e a estabilidade do setor.

“Era para o governo reforçar o apoio ao produtor com o subsídio de parte do valor do prêmio. O que estamos vendo, ao contrário, são cortes seguidos, o que desampara os agricultores”, lamenta Meneguette. “Precisamos de medidas que garantam a plena execução do que foi aprovado pela Lei Orçamentária. Isso dá mais previsibilidade e segurança ao produtor rural. Também pedimos que o governo, de uma vez por todas, fortaleça o Seguro Rural como política pública estruturante da agropecuária brasileira”, conclui.

d

MAIS LIDAS

ÚLTIMAS