A Itaipu Binacional anuncia que fará um aporte de R$ 1,5 bilhão para garantir a continuidade do valor vigente da tarifa de repasse de energia aos consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Quando a empresa quitou, em 2023, as últimas parcelas da dívida contraída para a construção da hidrelétrica, há quase 50 anos, no valor que somam US$ 115 milhões, de um total de mais de R$ 63 bilhões, a binacional deveria reduzir a tarifa e não apenas manter nos mesmos patamares.
De acordo com a empresa, a tarifa de repasse permanecerá em US$ 17,66 por kW/mês até dezembro de 2026, mesmo valor praticado desde 2024.
Até 2021, a tarifa de repasse da energia de Itaipu permaneceu estável, com média de US$ 27,86 por kW/mês. A quitação da dívida de construção da usina, concluída em 2023, permitiu uma redução expressiva do valor, da ordem de 27,4%. Para o período de 2024 a 2026, a tarifa foi fixada em US$ 17,66 por kW/mês, o que representa uma queda acumulada de cerca de 36,6% em relação ao patamar anterior.
A energia de Itaipu em 2025 atingiu o valor de R$ 221,30 por MWh, posicionando-se abaixo das usinas sob regime de cotas definidas pela Lei nº 12.783/2013, fixadas em R$ 222,59 por MWh, e significativamente inferior ao custo médio do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) em 2025, estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em R$ 307,29 por MWh. A competitividade é ainda mais evidente quando comparada ao ACR médio projetado pela ANEEL para 2026, de R$ 342,71 por MWh, reforçando o papel de Itaipu como instrumento relevante de modicidade tarifária, previsibilidade e estabilidade do portfólio das distribuidoras.
Na análise dos contratos firmados em leilões de energia realizados nos últimos dez anos pela CCEE, o desempenho é ainda mais expressivo: em 2025, o custo da energia de Itaipu ficou 33,5% abaixo da média dos leilões, que foi de R$ 362,20/MWh.
A tarifa a ser adotada a partir de 2027 dependerá de consenso binacional, respeitando o Tratado de Itaipu. As negociações da revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu foram retomadas pelas chancelarias de Brasil e Paraguai. O governo brasileiro defende a continuidade da redução tarifária, especialmente após a quitação da dívida de construção da usina em 2023. Qualquer alteração somente poderá ser implementada mediante consenso entre os dois governos.
Itaipu diz que manterá tarifa, quando deveria reduzi-la
A Itaipu Binacional anuncia que fará um aporte de R$ 1,5 bilhão para garantir a continuidade do valor vigente da tarifa de repasse de energia aos consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Quando a empresa quitou, em 2023, as últimas parcelas da dívida contraída para a construção da hidrelétrica, há quase 50 anos, no valor que somam US$ 115 milhões, de um total de mais de R$ 63 bilhões, a binacional deveria reduzir a tarifa e não apenas manter nos mesmos patamares.
De acordo com a empresa, a tarifa de repasse permanecerá em US$ 17,66 por kW/mês até dezembro de 2026, mesmo valor praticado desde 2024.
Até 2021, a tarifa de repasse da energia de Itaipu permaneceu estável, com média de US$ 27,86 por kW/mês. A quitação da dívida de construção da usina, concluída em 2023, permitiu uma redução expressiva do valor, da ordem de 27,4%. Para o período de 2024 a 2026, a tarifa foi fixada em US$ 17,66 por kW/mês, o que representa uma queda acumulada de cerca de 36,6% em relação ao patamar anterior.
A energia de Itaipu em 2025 atingiu o valor de R$ 221,30 por MWh, posicionando-se abaixo das usinas sob regime de cotas definidas pela Lei nº 12.783/2013, fixadas em R$ 222,59 por MWh, e significativamente inferior ao custo médio do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) em 2025, estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em R$ 307,29 por MWh. A competitividade é ainda mais evidente quando comparada ao ACR médio projetado pela ANEEL para 2026, de R$ 342,71 por MWh, reforçando o papel de Itaipu como instrumento relevante de modicidade tarifária, previsibilidade e estabilidade do portfólio das distribuidoras.
Na análise dos contratos firmados em leilões de energia realizados nos últimos dez anos pela CCEE, o desempenho é ainda mais expressivo: em 2025, o custo da energia de Itaipu ficou 33,5% abaixo da média dos leilões, que foi de R$ 362,20/MWh.
A tarifa a ser adotada a partir de 2027 dependerá de consenso binacional, respeitando o Tratado de Itaipu. As negociações da revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu foram retomadas pelas chancelarias de Brasil e Paraguai. O governo brasileiro defende a continuidade da redução tarifária, especialmente após a quitação da dívida de construção da usina em 2023. Qualquer alteração somente poderá ser implementada mediante consenso entre os dois governos. (Com assessoria da Itaipu).


