HomeDESTAQUEO caso Deltan poderá ser resolvido nesta semana

O caso Deltan poderá ser resolvido nesta semana

De outro, sustenta que pode disputar a eleição e segue em plena campanha, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) se prepara para decidir seu futuro nas urnas.

É um confronto jurídico que ganha contornos políticos justamente num momento em que a credibilidade das instituições — Judiciário, Executivo e Legislativo — é colocada permanentemente à prova diante da sociedade.

Dallagnol mantém muito do discurso que o projetou nacionalmente durante a Operação Lava Jato. Mas, agora, foi além. Na documentação apresentada para responder às impugnações contra sua candidatura, sua defesa anexou cópias de procedimentos que, segundo o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), conteriam dados fiscais sigilosos seus.

Zanin quer sanar o que classifica de “ilegalidade”

Zanin acionou o TRE-PR em busca de esclarecimentos sobre a exposição dessas informações, oriundas de procedimentos relacionados a Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O ministro pediu providências para sanar o que classificou como “ilegalidade”, além das comunicações necessárias para eventual responsabilização dos envolvidos, inclusive na esfera criminal.

A defesa de Dallagnol, por sua vez, sustenta ter apresentado cópias desses procedimentos no exercício do direito de defesa diante das impugnações ao registro de sua candidatura.

Um processo cercado de controvérsias

O episódio acrescenta mais pressão sobre um processo que já nasceu cercado de controvérsia. E coloca novamente o TRE-PR sob os holofotes. Caberá à Corte paranaense decidir se Dallagnol poderá ou não permanecer na disputa pelo Senado, diante dos efeitos da decisão que o tornou inelegível em 2023 e dos argumentos apresentados agora por sua defesa.

O julgamento está previsto para esta semana.

Até lá, Dallagnol faz campanha, pede votos e se apresenta ao eleitor como candidato. O TRE-PR, por sua vez, carrega uma responsabilidade que já ultrapassou os limites de um processo judicial: dizer ao eleitor paranaense, com clareza e no tempo da eleição, se o nome que aparece na campanha poderá, afinal, aparecer legitimamente nas urnas.

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