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Paraná lidera roubos de cargas no Sul e reforça debate sobre gestão de risco

O estado concentra importantes corredores logísticos e rotas de conexão com países do Mercosul.

O Paraná assumiu, em 2025, a liderança no número de roubos de cargas na região Sul do país. Foram 152 ocorrências registradas, segundo levantamento recente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), número superior ao do Rio Grande do Sul, com 42 casos, e ao de Santa Catarina, com 13. O dado coloca o estado também na quinta posição nacional, atrás apenas de Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Bahia.

A posição chama atenção porque o Paraná ocupa papel estratégico na logística brasileira. O estado concentra importantes corredores rodoviários de escoamento da produção industrial e agrícola, além de rotas que conectam o Brasil aos países do Mercosul. Essa movimentação intensa amplia a exposição das transportadoras à atuação de quadrilhas especializadas.

Para a CEO da Tecnorisk, empresa especializada em gestão de risco no transporte, Tatiane Bueno, o cenário atual mostra que o combate ao roubo de cargas depende cada vez mais de monitoramento integrado, análise de dados e planejamento operacional.

“Hoje, a gestão de risco precisa atuar de forma preventiva. Não basta apenas reagir ao sinistro. É necessário mapear rotas críticas, identificar padrões de ocorrência, monitorar paradas indevidas e trabalhar com protocolos rígidos de segurança”, afirma.

Entre as cargas mais visadas estão alimentos, bebidas, combustíveis, medicamentos, autopeças, produtos eletroeletrônicos e itens têxteis. Mercadorias de alto giro e fácil revenda seguem como os principais alvos dos criminosos.

Estratégia

O avanço da criminalidade exige uma mudança de postura das empresas, principalmente na adoção de estratégias preventivas de segurança e inteligência logística. “Por isso, a gestão de risco no transporte vem deixando de ser apenas um diferencial operacional para se tornar parte central da sustentabilidade financeira das transportadoras”, destaca Tatiane.

A CEO da Tecnorisk acrescenta que o trabalho integrado entre transportadoras, seguradoras, gerenciadoras de risco e forças de segurança vem se tornando decisivo para conter perdas.

“Quando existe compartilhamento de informações e atuação coordenada, os índices tendem a cair. A tecnologia ajuda, mas o fator humano e os processos operacionais continuam sendo fundamentais”, conclui.

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