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Setor produtivo contesta aprovação da Escala 6×1 na Comissão da Câmara e prevê desemprego

O Brasil pode sofrer, já em 2027, uma queda de 1,9% em seu PIB, com a demissão de mais de 1,3 milhão de empregados, prevê setor produtivo paranaense com escala 6×1

Duas das mais destacadas entidades do setor produtivo paranaense, a Federação das Indústrias e a Federação da Agricultura, manifestaram, nesta quarta-feira (27)  indignação com a aprovação da redução da jorna 6×1 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Para Ágide Meneguette, presidente da Faep e presidente do G-7, este avanço é um risco para o setor produtivo e para a população em geral que sentirá, nos supermercados, a gravidade dessa redução de jornada. “É um sério risco para o agronegócio e uma medida que sequer foi discutida com o setor produtivo. Portanto, meramente eleitoreira”, disse Meneguette.

Foto/Paraná Portal

O presidente da Fetranspar, entidade que representa as empresas do setor de transportes de cargas, Coronel Sergio Malucelli, disse que a redução da escala 6×1 vai afetar diretamente o setor e se trata de uma medida arriscada para o setor produtivo que precisa da força de trabalho para aumentar o PIB e produzir. “É uma medida eleitoreira que precisa ser discutida com responsabilidade”, disse,

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A Fiep, presidida interinamente por Virgilio Valente defende maior debate no Congresso, com análise técnica dos impactos e discussão de medidas compensatórias. “Não houve diálogo adequado com o setor produtivo e sem considerar, de maneira responsável, os impactos econômicos e sociais já apontados por estudos técnicos apresentados por entidades empresariais”, pontuou Virgilio.

Com o texto aprovado na Comissão Especial, o Brasil pode sofrer, já em 2027, uma queda de 1,9% em seu PIB, com a demissão de mais de 1,3 milhão de empregados. Os dados fazem parte de um estudo realizado pela própria Fiep, em conjunto com a Tendências Consultoria.

Medidas compensatórias

A Federação Das Indústrias alerta que a redução compulsória da jornada, sem ganho correspondente de produtividade e sem medidas compensatórias claras, tende a elevar custos operacionais, reduzir a competitividade das empresas e pressionar inclusive a geração de empregos formais. Os impactos serão ainda mais severos para a indústria, especialmente em segmentos intensivos em mão de obra, com operação contínua e margens reduzidas.

A Fiep também entende que uma transição de apenas um ano para a redução da jornada de trabalho, conforme previsto no texto aprovado na comissão, é absolutamente insuficiente para que os diferentes setores produtivos consigam se reorganizar e se adaptar de forma responsável a uma mudança tão impactante.

A entidade reforça, ainda, que uma mudança uniforme desconsidera a diversidade dos setores produtivos brasileiros. Por isso, defende que ajustes relacionados à jornada e às escalas de trabalho sejam tratados prioritariamente por meio da negociação coletiva, instrumento mais adequado para respeitar as particularidades de cada atividade econômica, garantindo flexibilidade, segurança jurídica e equilíbrio nas relações de trabalho.

Com a palavra, o Plenário da Câmara

Diante desse cenário, a Federação espera que o plenário da Câmara dos Deputados rejeite a proposta nos moldes atuais ou, ao menos, que se garanta uma transição responsável, de no mínimo 4 anos, para redução até 40 horas semanais. Para a Fiep, o Brasil precisa de políticas que fortaleçam produtividade, competitividade e segurança para investir – e não de decisões tomadas visando obtenção de ganhos eleitorais, sem responsabilidade e sem qualquer compromisso com o futuro do país.

Redução do PIB e desemprego

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