HomeEconomiaFalta de terrenos e alta demanda mantêm valorização dos imóveis em Curitiba

Falta de terrenos e alta demanda mantêm valorização dos imóveis em Curitiba

Para Paulo Henrique Celles, a combinação entre crescimento urbano, renda com locação e valorização patrimonial torna o mercado imobiliário uma das opções mais sólidas para investidores

A valorização dos imóveis em Curitiba e na Região Metropolitana não é resultado de um movimento passageiro. Pelo contrário. O cenário é sustentado por fatores estruturais que vêm transformando o mercado imobiliário nos últimos anos: a redução da oferta de terrenos em áreas urbanizadas, o crescimento da demanda por moradia e o aumento dos custos para construir novos empreendimentos.

Na prática, a conta é simples. Enquanto mais pessoas procuram imóveis para morar ou investir, a quantidade de áreas disponíveis para novos empreendimentos diminui, especialmente nas regiões mais valorizadas da capital. Esse desequilíbrio entre oferta e demanda tem impulsionado os preços e reforçado a atratividade do setor para investidores.

Segundo Paulo Henrique Celles, engenheiro e diretor da Paulo Celles Imóveis, essa é uma das principais razões pelas quais os imóveis continuam sendo uma das alternativas mais seguras para construção de patrimônio.

“Se a gente analisar todas as grandes fortunas e pessoas com patrimônio significativo, elas têm uma parte do patrimônio lastreado em imóveis. Isso acontece porque o imóvel é um bem de raiz. As cidades estão cada vez mais desenvolvidas, mais adensadas, e a terra acaba ficando mais escassa. É uma lei econômica básica: menos oferta e mais demanda resultam em valorização.”

O diretor explica que esse comportamento não é exclusivo de Curitiba.
Trata-se de uma realidade observada nos principais centros urbanos do mundo.

“Você observa isso nas grandes metrópoles dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia. Quanto mais uma cidade cresce e atrai pessoas, mais disputado fica o espaço urbano. Como a oferta de áreas é limitada, os imóveis tendem a se valorizar continuamente ao longo do tempo.”

Escassez de terrenos favorece quem investe

De acordo com Paulo Henrique Celles, a limitação física das cidades cria um ambiente favorável para a valorização imobiliária.

À medida que regiões consolidadas ficam mais ocupadas, torna-se cada vez mais difícil encontrar terrenos disponíveis para novos empreendimentos. Em Curitiba, esse fenômeno é percebido principalmente em bairros centrais e em áreas com infraestrutura consolidada.

“A cidade teve crescimento populacional, aumento da demanda por moradia e uma oferta cada vez mais limitada de terrenos, especialmente nas regiões mais centrais. Isso naturalmente pressiona os preços para cima.”

Além disso, o planejamento urbano e as regras de ocupação do solo também influenciam diretamente o valor dos imóveis.

“A legislação urbana interfere diretamente no custo dos imóveis. Curitiba possui restrições construtivas em diversas regiões e um potencial de adensamento menor do que outras capitais. Quando você limita a quantidade de unidades que podem ser construídas em um terreno, o custo por metro quadrado acaba ficando mais elevado.”

Construção civil enfrenta aumento de custos

Outro fator que contribui para a valorização dos imóveis é o aumento do custo para produzir novos empreendimentos.

Segundo Paulo Henrique Celles, a principal pressão atualmente está relacionada à escassez de mão de obra qualificada na construção civil.

“O que mais pesa hoje é a mão de obra. A construção civil ainda depende muito de profissionais com habilidades específicas e cada vez mais difíceis de encontrar. Existe uma escassez crescente de trabalhadores qualificados e isso faz com que os custos aumentem significativamente.”

Para o empresário, o impacto é inevitável.

“Se fica mais caro construir e o terreno também está mais valorizado, naturalmente o preço final dos imóveis sobe. Isso acaba influenciando todo o mercado.”

Renda com aluguel amplia atratividade

Além da valorização patrimonial, o mercado imobiliário oferece outra vantagem importante para o investidor: a geração de renda recorrente por meio da locação.

Na avaliação de Paulo Henrique Celles, esse segmento deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.

“Por muito tempo o imóvel residencial para locação foi visto como um patinho feio. Hoje isso está mudando. Muitas pessoas buscam mobilidade, flexibilidade e não querem ficar vinculadas a uma única cidade ou bairro. Além disso, o aumento dos preços dos imóveis faz com que parte da população tenha mais dificuldade para comprar.”

Segundo ele, a demanda por aluguel tende a permanecer elevada porque a moradia é uma necessidade permanente.

“A habitação é uma necessidade básica. Se a pessoa não consegue adquirir um imóvel, ela vai precisar morar em algum lugar. Isso cria uma demanda muito forte e contínua para o mercado de locação.”

Duas formas de retorno

Para Paulo Henrique Celles, um dos principais diferenciais do investimento imobiliário é a combinação entre valorização patrimonial e geração de renda.

“Muitas vezes o investidor compara somente a rentabilidade da locação com uma aplicação financeira e esquece de considerar a valorização patrimonial. O imóvel não gera apenas renda mensal, ele também aumenta de valor ao longo do tempo.”

Segundo ele, essa característica ajuda a explicar por que o setor continua atraindo investidores mesmo em cenários econômicos desafiadores.

“O imóvel oferece duas formas de retorno. Você recebe uma renda recorrente por meio do aluguel e, ao mesmo tempo, tem a valorização do patrimônio. Isso ajuda a explicar por que ele continua sendo um investimento tão seguro.”

Perspectiva segue positiva para Curitiba e região

Na avaliação do diretor da Paulo Celles Imóveis, os fundamentos que sustentam o mercado imobiliário permanecem sólidos em Curitiba, Região Metropolitana e também no litoral paranaense.

“Quando analisamos os fatores estruturais, percebemos que eles continuam presentes: escassez de áreas, aumento dos custos de construção, crescimento urbano e demanda por moradia. São elementos que sustentam a valorização imobiliária e reforçam a segurança desse tipo de investimento no longo prazo”, conclui.

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