Em nota, a Copel explica o reajuste:
A Copel esclarece que o reajuste da tarifa é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em 2026, o índice apurado pela Aneel e em análise é de 19,2%. Esse índice ainda está sujeito à homologação pela própria agência de energia.
Com o objetivo de reduzir o impacto aos consumidores, que era inicialmente estimado em torno de 26% pela Aneel, a Copel solicitou a aplicação do diferimento máximo permitido, conforme as regras da própria agência reguladora.
Atualmente, o cliente paranaense paga a tarifa mais baixa do setor elétrico brasileiro. Mesmo com o reajuste, cujo percentual ainda será definido pela Aneel, a tarifa no Paraná permanecerá entre as três mais baixas do Brasil, em torno de R$ 0,76 para o consumidor residencial.
A tarifa de energia elétrica, definida pelo governo federal, é composta basicamente por três parcelas:
* o custo da energia para atendimento dos consumidores (que não está sob a gestão da Copel);
* os encargos definidos por políticas públicas federais (que não estão sob a gestão da Copel);
* a parcela que remunera a operação, manutenção e expansão das redes elétricas.
Na prática, de cada R$ 10 pagos pelo consumidor na conta de luz, cerca de R$ 2 correspondem a essa parcela que efetivamente remunera a Copel. É com esse percentual que a companhia realiza investimentos permanentes na operação, na manutenção e na expansão das redes de energia no Paraná.
Os cerca de 80% restantes da conta de luz são destinados ao sistema elétrico nacional para a compra e a transmissão da energia que será distribuída aos clientes, para o pagamento de encargos federais obrigatórios do setor e para os subsídios definidos pelo governo federal.
Os subsídios são custeados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), principal encargo setorial brasileiro, qual é pago por todos os consumidores de energia elétrica. A conta, criada em 2002 para financiar as políticas públicas e subsídios, é uma das principais responsáveis pela pressão de custos sobre as tarifas de energia.
Entre os subsídios, têm destaque os incentivos determinados pelo governo federal para custear a geração de energia solar. Esses incentivos beneficiam diretamente quem utiliza a energia de placas solares, mas são pagos por toda a sociedade. É a chamada geração distribuída, ou GD, sigla que define sistemas fotovoltaicos, ou seja, de energia solar instalados em residências, comércios e indústrias. Esse efeito não ocorre apenas no Paraná, mas em todo o País, e é resultado direto do modelo federal em vigor para a geração de energia solar.
Entre dezembro de 2020 e dezembro de 2025, o número de clientes beneficiários de energia solar multiplicou-se por quase 10 no Paraná. O total saltou de 55.202 para 528.493. Hoje, esse grupo já representa 10% da base de clientes do Estado e segue em ritmo acelerado de crescimento.
A Copel reforça que trabalha junto à Aneel, dentro das regras federais permitidas, para reduzir impactos tarifários, e reafirma seu compromisso com a transparência, a prestação de um serviço público essencial eficiente e a segurança energética para os consumidores paranaenses.


