Por Tarci Rosa
A holding patrimonial passou a ocupar espaço central nas conversas sobre organização de bens, quase sempre cercada por promessas de eficiência, proteção e simplicidade. O problema é que, muitas vezes, ela é apresentada como solução antes mesmo de se compreender qual é o problema. E esse é justamente o ponto em que a técnica começa a se perder.
Holding não é ponto de partida obrigatório. É ferramenta. Pode ser excelente em determinados contextos e inadequada em outros. Tudo depende da natureza do patrimônio, da composição familiar, da existência de empresa operacional, dos objetivos sucessórios e do grau de maturidade das relações entre os envolvidos. Fora disso, a estrutura corre o risco de virar apenas uma forma elegante de organizar mal a mesma desordem.
Em matéria patrimonial, a pergunta correta não é se a holding vale a pena. A pergunta correta é se ela faz sentido para aquele patrimônio, naquela família e naquele momento.
Tarci Rosa é advogada tributária



