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Programa Centro de Curitiba atrai novas empresas

Nos primeiros sete meses do ano, foram abertas 5.181 empresas no Centro, contra 3.009 no mesmo período do ano passado, diz Pimentel.

Depois de alguns anos convivendo com uma movimentação gastronômica a desejar e o fechamento de várias portas de empresas, o Centro de Curitiba ganha nova vida com as intervenções feitas pelo prefeito Eduardo Pimentel. Hoje, já se observa a abertura de novos negócios e um maior movimento de turistas no anel central.

De janeiro a julho deste ano, o número de novas empresas na região cresceu 72%, mais que o dobro da média registrada em toda a cidade, de 34% no mesmo período. Os dados são de levantamento da Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento.

Pimentel comemora esta evolução comercial e afirma que “o que queremos estimular é justamente a reocupação do Centro, com mais comércio, serviços, moradia, cultura, mobilidade, lazer e segurança”.

O prefeito explica que o programa “Curitiba de Volta ao Centro” prevê incentivos fiscais, construtivos e econômicos, além de intervenções urbanas para melhorar a mobilidade, a infraestrutura e a segurança. Ainda temos a estratégia de desburocratizar cada vez mais a abertura de empresas. Curitiba é atualmente capital mais rápida para abertura de empresas no País.”

Dados da Prefeitura de Curitiba mostram que nos primeiros sete meses do ano, foram abertas 5.181 empresas no Centro, contra 3.009 no mesmo período do ano passado. Com o resultado, o Centro ultrapassou a Cidade Industrial de Curitiba (CIC) – com 3.364 novas empresas no período – e assumiu a liderança entre os bairros mais procurados para a abertura de novos negócios.

Este crescimento já é fruto do programa Curitiba de Volta ao Centro, que vem promovendo a revitalização e a requalificação da região. Além das melhorias urbanas, o grande fluxo diário de pessoas contribui para atrair novos negócios. O Centro tem atualmente 49,9 mil empresas ativas, 9% do total do município (550.898), informa a Prefeitura

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Curitiba foi pesquisar a satisfação dos novos empreendedores e moradores do centro, como as amigas Amanda Yoshie e Lucianne Rosa que abriram em maio deste ano a cafeteria Brau Brau na Rua Riachuelo. “A gente já fazia o nosso brownie Brau Brau, que era bem conhecido e vendido para terceiros. Eu fiz vários cursos, incluindo de barista, e trabalhei durante oito anos em outros cafés da cidade. Daí veio a ideia de ter o negócio próprio, com a nossa cara, com tudo preparado aqui mesmo no local”, diz Amanda.

Segundo ela, o ponto atrai público que mora, trabalha e estuda na região, mas também quem gosta de cafés especiais e que procura novos lugares.

“No passado tinha aquela percepção, principalmente entre as pessoas de mais idade, que o Centro era inseguro e decadente. A nossa geração não viveu isso. A região é boa para fazer as coisas a pé, tem um comércio ativo e eventos culturais”, afirma.

De acordo com o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, a desburocratização é um incentivo importante da Prefeitura para o empreendedorismo. Ele cita o programa Facilita Mais, que ampliou de 606 para 1.200 o número de categorias empresariais dispensadas de alvarás e licenças para operar. “Mais de 60% das empresas abertas em Curitiba desde fevereiro, quando o programa entrou em operação, se enquadraram nos benefícios”, conta.

Mercado

Aos poucos os espaços desocupados no coração do Centro começam a ganhar vida novamente. Fechado por dois anos, o local que abrigou uma grande agência do Banco Bradesco, nas esquinas da Rua XV de Novembro com Monsenhor Celso, recebeu em abril deste ano uma megaloja, de 1,2 mil metros quadrados, da rede de artigos esportivos, calçados e acessórios Serallê, uma das maiores do Paraná, fundada há 20 anos em Cianorte, no noroeste do Estado.

O Centro foi o bairro escolhido pela rede, que tem 21 lojas no Interior, para abrir a primeira loja em Curitiba, que emprega 30 pessoas.

“Durante muitos anos estudamos o mercado de Curitiba. Queríamos abrir nossa primeira loja na capital em uma região com grande fluxo de pessoas e o calçadão da Rua XV de Novembro é muito bom neste sentido, além de ser um ponto histórico da cidade, o que chama a atenção. Como temos produtos com várias faixas de preços, dos mais acessíveis ao luxo, conseguimos atingir vários públicos”, diz Anderson Kist, gerente comercial da loja.

Para o empresário Marlon Godoy, abrir uma pizzaria no Centro é um recomeço. Depois de trabalhar 12 anos na área de tecnologia, o que lhe rendeu um burnout e nove dias na UTI por causa de uma infecção bacteriana nos últimos dois anos, ele resolveu mudar de vida. “Foi quando percebi que a vida que eu levava não dava mais. Minha esposa, Thayanne, me incentivou a buscar um negócio próprio”, lembra.

Com o talento reconhecido para a gastronomia, Marlon fez cursos, se especializou e abriu, há pouco mais de uma semana, a Manja Pizza, na Rua Inácio Lustosa, perto do shopping Mueller.

“Queríamos um espaço no Centro, porque o conceito da nossa loja é diferente dos estabelecimentos de bairros, com mesas para quatro e seis cadeiras. Aqui a ideia é comer no balcão, em um espaço mais clean e moderno, com a cozinha aberta onde o cliente vê o preparo da pizza.  Conseguimos assar nossa pizza, de fermentação natural de 72 horas, em 90 segundos, o que garante também um atendimento rápido”, diz ele.

Segundo ele, os moradores da região já começam a experimentar o cardápio, que tem 50% das opções também na versão vegana. “O Centro também foi escolhido por isso. Temos vários amigos veganos, minha esposa também é vegetariana e há na região vários empreendimentos voltados para esse público, o que é interessante porque já estamos em uma região onde os clientes estão”, completou.

O levantamento da Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento mostra que os novos negócios no Centro abrangem diversas atividades, com destaque para empresas de desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; serviços administrativos e de escritório; promoção de vendas; comércio de varejista de artigos do vestuário e acessórios; lanchonetes, casas de chá, sucos e similares; padarias e confeitarias e restaurantes.

Conheça o programa

Com o Curitiba de Volta ao Centro, a Prefeitura estruturou um pacote de incentivos fiscais, econômicos e construtivos, com foco no retrofit de prédios, o restauro de imóveis históricos, a habitação popular e o desenvolvimento econômico na região, com comércio, serviços, lazer e cultura. “É um programa que envolve várias secretarias, mas com um objetivo comum que é o de trazer a população para o coração da cidade. Há uma relação afetiva do curitibano com o seu Centro e o projeto quer trazer uma nova onda de desenvolvimento para a região”, diz Tatiana Turra, coordenadora do programa.

(Com Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Curitiba).

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