HomeDESTAQUESe o Coritiba se desequilibrou, quem deveria equilibrá-lo?

Se o Coritiba se desequilibrou, quem deveria equilibrá-lo?

Neste domingo, 6 de setembro, eu e mais 26 mil torcedores do Coritiba tivemos vontade de pular das arquibancadas do Couto Pereira e entrar em campo para tentar arrumar o desorganizado meio-campo de um time que conseguiu perder para o Mirassol dentro de casa.


Foi um Coritiba confuso, sem organização e, em vários momentos, sem saber o que fazer com a bola. À beira do gramado, um técnico que corre de um lado para o outro dentro do seu quadrado, mas parece não enxergar os problemas que estão diante dos seus olhos.

Sem Morisco, Jacy e Josué, o time acaba


E há algo ainda mais preocupante: se o Coritiba ficar sem Morisco, Jacyr e Josué, o que sobra? Muito pouco. O time perde segurança, organização e capacidade de pensar o jogo.


Mais difícil para o torcedor, que praticamente lotou o Couto Pereira e fez sua parte, é ouvir depois do técnico Fernando Seabra que o time “se desequilibrou”. Ora, se o time se desequilibrou, cabe perguntar: quem deveria equilibrá-lo?


E aí entram algumas perguntas que ficaram ecoando nas arquibancadas.


Por que tirar Breno Lopes? Por que não sacar antes Fabinho, que claramente não vinha bem? Por que manter La Veja? E, talvez a pergunta mais intrigante: por que demorou tanto para colocar em campo o maestro português?


O Coritiba enfrentava em casa um adversário que estava a um passo da zona de rebaixamento. Era jogo para impor ritmo, pressionar, vencer e guardar três pontos preciosos na tabela. Em vez disso, saiu derrotado diante de uma torcida que empurrou o time praticamente o tempo inteiro.


Talvez a explicação esteja na estratégia de poupar jogadores pensando no clássico.
Deve ser muito bom chegar descansado para enfrentar o rival. Melhor ainda seria chegar descansado e com três pontos a mais na tabela.

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