HomeGERALCidadesBalões e os riscos de desligamento de redes da Copel

Balões e os riscos de desligamento de redes da Copel

Equipes de manutenção da Copel atenderam a 16 ocorrências de desligamentos por balões somente neste ano, entre janeiro e o final de maio. Foram 15 casos na rede de distribuição de energia e um na rede de transmissão da companhia. Nesta época, período de festas juninas, historicamente há crescimento de casos de soltura de balões, que é crime ambiental no Brasil. De acordo com a Lei n° 9.605/98, de Crimes Ambientais, a prática é proibida pelos riscos de causar incêndios em áreas urbanas e rurais, representar ameaça à aviação e segurança pública e, também, por danos ao sistema de energia que geram inúmeros problemas à sociedade.

“Há casos deste tipo registrados o ano todo que geram desligamentos de grande impacto e prejudicam a coletividade. Balões são objetos sem controle que expõem todos a situações de risco”, afirma o gerente da Divisão de Construção e Manutenção da Copel para Curitiba, Marcos Mikuska.

Nos primeiros cinco meses deste ano, houve cinco registros de desligamentos por balões na rede de distribuição de energia em Curitiba; dois em Piraquara, na Região Metropolitana da Capital; dois em Mariluz, no Noroeste paranaense, e um caso por cidade em Quatro Barras e São José dos Pinhais, na RMC; Londrina e Ribeirão do Pinhal, no Norte, e Paiçandu, no Noroeste.

“Quando em contato com a rede elétrica, além da interrupção da energia, há a possibilidade da queima de equipamentos, o que aumenta a complexidade do trabalho das equipes com influência no tempo de religamento”, diz o gerente de Manutenção da Copel.

REDE DE TRANSMISSÃO

Quando afetam as redes de transmissão, os desligamentos por balões têm impacto em maior escala com interrupções que podem afetar cidades e regiões. Na área de cobertura da Copel Geração e Transmissão, um caso foi registrado, em 15 de março, no estado de São Paulo, desligando a linha de transmissão Bateias-Itatiba, que opera em 500 mil Volts e conecta as regiões Sul e Sudeste.

“As linhas de transmissão operam de forma integrada e qualquer interferência pode gerar consequências em cadeia. Uma ocorrência como essa de balão na rede de alta tensão coloca em risco a confiabilidade do sistema elétrico e exige mobilização imediata das equipes para resolver a situação com segurança”, destaca o superintendente de Transmissão da Copel, Ricardo Wazen.

REDE DE DISTRIBUIÇÃO

Em todo o ano passado, as equipes da Copel realizaram 48 serviços de retiradas de balões da rede de distribuição de energia com a recomposição da estrutura para religamentos.

De janeiro de 2025 ao fim de maio do ano passado, foram cinco ocorrências a mais do que no mesmo período deste ano, porém todas na rede de distribuição de energia. Naquele período, houve o registro de 21 serviços de retiradas de balão da rede elétrica, dos quais 11 em Curitiba, dois em Colombo, dois em Araucária e um em cada município, que segue: Borrazópolis, Cambé, Foz do Iguaçu, Maringá, Ubiratã e União da Vitória.

EMERGÊNCIA

Soltar balões é crime ambiental, previsto na Lei 9.605/98, com penalidade de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas. “Jamais deve-se tentar retirar balões enroscados na rede elétrica sob o risco de morte”, alerta o gerente de Manutenção da Copel, Marcos Mikuska.

A Copel alerta que é fundamental que se mantenha distância das redes de energia para evitar acidentes graves.

Em emergências, o 0800 51 00 116 da linha direta da Copel pode ser acionado gratuitamente de qualquer telefone. Ao fazer a ligação, basta teclar a opção 1 para relatar situação de risco à vida ou acidente com a rede elétrica. Ainda, por se tratar de crime ambiental, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.

MAIS LIDAS

ÚLTIMAS