“A economia brasileira é forte, resiliente e carrega um potencial que salta aos olhos do mundo, transbordando oportunidades em praticamente todos os setores.” A observação, tão lúcida quanto incômoda, é da CEO da LIDE Paraná, a empresária Heloisa Garrett. E é justamente aí que mora o paradoxo: o país que poderia avançar com vigor segue travado — não por falta de capacidade, mas por excesso de conflito.
O que nos emperra não é a ausência de caminhos, mas a insistência em caminhar em círculos. A disputa política entre esquerda e direita, que deveria ser motor de ideias, transformou-se em um embate estéril, quase obsessivo. A política deixou de ser instrumento de construção para se tornar trincheira de confronto. E, como sempre, a conta não fica no discurso — ela chega, pesada, para o país inteiro.
Para Heloisa, o Brasil trocou o campo fértil das ideias por um terreno raso, onde o que mais cresce é o ruído. “Precisamos de uma política econômica independente, que não se curve a rótulos ideológicos”, defende. Em meio a uma polarização que pouco produz e muito bloqueia, o debate essencial — aquele que trata de crescimento, produtividade e futuro — acaba soterrado por narrativas que pouco entregam.
Enquanto isso, a engrenagem real do país segue girando longe dos palanques. “Somos nós, grandes e médias empresas, que precisamos, todo dia 5, honrar a folha de pagamento para que o país continue funcionando”, pontua. É o pragmatismo de quem vive a economia na prática, distante da retórica que domina o ambiente político.
No fim, o contraste é gritante: de um lado, um país com todas as condições para prosperar; de outro, uma política que insiste em desperdiçar esse potencial em disputas que pouco constroem. O Brasil não carece de oportunidades — carece de maturidade para aproveitá-las.
Enquanto países discutem produtividade, inovação e inserção global, o Brasil gira em torno de crises fabricadas, pautas infladas e conflitos que rendem manchetes, mas não entregam soluções. O tempo político, que deveria ser investido em planejamento de longo prazo, é consumido por disputas curtas — eleitorais, imediatistas, muitas vezes vazias.
A economia sente primeiro. Investidores hesitam diante da instabilidade constante; políticas públicas mudam ao sabor do vento ideológico; reformas essenciais chegam mutiladas ou nem chegam. Depois, a conta chega para as pessoas: menos crescimento, menos emprego, mais desigualdade. A retórica inflamada pode render aplauso em bolhas, mas não paga salário nem reduz fila em hospital.
Heloisa Garrett, empresária, jornalista e Presidente do LIDE Paraná é uma profissional hábil no meio empresarial paranaense e, por sua liderança, circulam um terço do PIB paranaense com 300 empresas filiadas ao LIDE Paraná, do qual é a SEO há 7 anos.
No dia 28 próximo, a Paraná Business e o LIDE Paraná – Grupo de Líderes Empresariais – inauguram a nova sede da Casa Paraná Business | PUCPR. “É um dos projetos mais significativos do ecossistema empresarial paranaense dos últimos anos para conversas, decisões e conexões”, explica Heloisa Garrett.
Instalada no Palacete Ascânio Miró, patrimônio histórico de Curitiba, a “Casa Paraná Business | PUCPR é muito mais do que uma sede institucional. É uma plataforma viva de relacionamento, conteúdo, hospitalidade e negócios, concebida para reunir empresários, lideranças, instituições e marcas em torno do que há de mais relevante no Paraná e no Brasil”, pontua Helô.
O espaço nasce com uma vocação clara: “ser a casa das grandes lideranças paranaenses. Um ambiente de alto padrão onde negócios se constroem em conversas, onde marcas se posicionam com inteligência e onde o Paraná se apresenta ao país com sofisticação e identidade”.
O palacete fica na rua Comendador Araújo, 776 e a inauguração acontecerá a partir das 19 horas deste dia 28 de abril.


