Simepar confirma que temperaturas ficaram dentro da média e destaca a irregularidade das precipitações no estado
Simepar revela que temperaturas e chuva no Paraná em fevereiro ficaram dentro da média, com precipitações irregulares e volumes elevados no litoral.
Confira a programação dos volumes de chuva nas estações do Paraná em fevereiro de 2026
O Simepar consolidou os dados de chuva em 46 estações meteorológicas do Paraná com mais de cinco anos de operação para o mês de fevereiro de 2026. Destas, 21 estações apresentaram volumes acima da média histórica para o período, enquanto 25 registraram índices inferiores. Segue a lista detalhada:
Altônia: Média 124,4 mm / Fevereiro 200 mm
Antonina: Média 334,5 mm / Fevereiro 570,6 mm
Antonina – APPA: Média 247,7 mm / Fevereiro 276,2 mm
Assis Chateaubriand: Média 158,2 mm / Fevereiro 172,8 mm
Cândido de Abreu: Média 139,5 mm / Fevereiro 146,6 mm
Cerro Azul: Média 125,6 mm / Fevereiro 185 mm
Curitiba: Média 150,9 mm / Fevereiro 153,8 mm
Distrito de Entre Rios, Guarapuava: Média 149,4 mm / Fevereiro 162,8 mm
Fazenda Rio Grande: Média 110,3 mm / Fevereiro 150,4 mm
Guaraqueçaba: Média 369,2 mm / Fevereiro 507 mm
Guaratuba: Média 313,3 mm / Fevereiro 440,4 mm
Palmas: Média 139,7 mm / Fevereiro 206,6 mm
Distrito de Horizonte, Palmas: Média 135,2 mm / Fevereiro 172 mm
Palotina: Média 144,1 mm / Fevereiro 155,8 mm
Paranaguá: Média 321 mm / Fevereiro 367 mm
Pato Branco: Média 152 mm / Fevereiro 186,6 mm
Pinhais: Média 160,5 mm / Fevereiro 174 mm
Pinhão: Média 128,6 mm / Fevereiro 159,6 mm
Ponta Grossa: Média 151,7 mm / Fevereiro 189,2 mm
São Miguel do Iguaçu: Média 135,9 mm / Fevereiro 217,2 mm
União da Vitória: Média 123,9 mm / Fevereiro 182 mm
Estações com volumes abaixo da média histórica incluem:
Apucarana: Média 175,6 mm / Fevereiro 62,2 mm
Capanema: Média 120,2 mm / Fevereiro 27,8 mm
Cambará: Média 145 mm / Fevereiro 123,2 mm
Campo Mourão: Média 174,5 mm / Fevereiro 95,8 mm
Cascavel: Média 168,2 mm / Fevereiro 24,6 mm
Cianorte: Média 128,4 mm / Fevereiro 60 mm
Cornélio Procópio: Média 147,9 mm / Fevereiro 112,6 mm
Irati: Média 127,6 mm / Fevereiro 121,4 mm
Cruzeiro do Iguaçu: Média 136,8 mm / Fevereiro 71 mm
Foz do Iguaçu: Média 116,8 mm / Fevereiro 50,8 mm
Francisco Beltrão: Média 167,5 mm / Fevereiro 163,6 mm
Guaíra: Média 138,3 mm / Fevereiro 128,6 mm
Guarapuava: Média 155,8 mm / Fevereiro 144,8 mm
Jaguariaíva: Média 140,9 mm / Fevereiro 100,2 mm
Lapa: Média 130,2 mm / Fevereiro 53,2 mm
Laranjeiras do Sul: Média 130,2 mm / Fevereiro 115,4 mm
Loanda: Média 137 mm / Fevereiro 53,4 mm
Londrina: Média 169 mm / Fevereiro 124,6 mm
Maringá: Média 144,7 mm / Fevereiro 134,4 mm
Paranavaí: Média 160,8 mm / Fevereiro 88 mm
Santo Antônio da Platina: Média 137 mm / Fevereiro 8,2 mm
Telêmaco Borba: Média 153,8 mm / Fevereiro 109,4 mm
Toledo: Média 174,9 mm / Fevereiro 148 mm
Ubiratã: Média 144,5 mm / Fevereiro 121,2 mm
Umuarama: Média 137,9 mm / Fevereiro 69,6 mm
Análise das temperaturas e impacto das chuvas durante fevereiro
As temperaturas e chuva no Paraná em fevereiro de 2026 mantiveram-se dentro dos padrões históricos típicos do verão, conforme análise do Simepar. Embora houvesse semanas de calor intenso, não foram confirmadas ondas de calor no estado. Segundo o meteorologista Lizandro Jacóbsen, as temperaturas matinais mais amenas e a chuva intermitente contribuíram para regularizar os valores térmicos, evitando picos acima da média esperada.
A maior temperatura registrada foi 39,7°C em Capanema no dia 6 de fevereiro às 16h, enquanto a menor alcançou 12,2°C nas estações de Palmas e Distrito de Horizonte no dia 2 às 6h. Em seis cidades, incluindo Altônia, Capanema e Cascavel, as temperaturas médias ficaram pouco mais de 1°C acima da média histórica, reforçando a predominância do clima típico.
Irregularidade das precipitações e consequências para o Paraná
O volume de chuva apresentou grande variabilidade entre as regiões. A faixa Leste e o Sul do Paraná, especialmente o litoral, experimentaram volumes muito superiores ao normal, com Antonina e Guaraqueçaba registrando recordes para o mês desde a instalação das estações meteorológicas. Essas chuvas intensas em curto espaço de tempo provocaram alagamentos e transtornos, principalmente nas praias e centros urbanos como Paranaguá e Curitiba.
Em contraponto, outras regiões do Paraná tiveram volumes de chuva abaixo da média, com destaque para Santo Antônio da Platina, que registrou o menor índice do mês, apenas 8,2 mm, frente à média histórica de 137 mm. Essa disparidade evidencia a natureza irregular das precipitações no período, típica da estação, que pode gerar desafios para a gestão hídrica local.
Previsão para março e expectativas para o clima no Paraná
Com o início do mês de março, o Simepar prevê uma transição para temperaturas mais amenas e redução nas precipitações. O comportamento climático esperado aponta para um cenário de menor intensidade nas chuvas e temperaturas que se aproximam da média histórica, indicando a gradual mudança de estação e o fim do verão mais rigoroso.
A manutenção do monitoramento por parte dos serviços meteorológicos é essencial para antecipar possíveis eventos extremos e orientar a população e as autoridades quanto às medidas preventivas e de adaptação necessárias.
Considerações finais sobre o monitoramento climático e sua importância
Os dados coletados pelas estações meteorológicas são fundamentais para compreender o comportamento climático regional e auxiliar na tomada de decisões estratégicas em setores como agricultura, recursos hídricos e defesa civil. A irregularidade das chuvas e a estabilidade das temperaturas observadas em fevereiro de 2026 reforçam a importância do acompanhamento constante para mitigar impactos socioeconômicos e ambientais decorrentes das condições climáticas no Paraná.
Fonte: www.parana.pr.gov.br


